quinta-feira, 22 de maio de 2014
Carne
Fiquei impressionada com a memória inconsciente. O poema tinha uma relação direta com o sonho.
Se fiquei esperando,
Andei olhando
A imensa onda de carma
Que atravessa o mundo.
O mundo é de carne,
E andei ouvindo
Vozes distantes e reais,
Humanas demais.
Se fiquei esperando,
Fechei os olhos por um instante
Vi apenas pensamentos confusos
Entrelaçados à verdade.
O mundo é de terra
E barro vermelho,
Eu sou de carne
E sangue vermelho.
No sonho, o barro vermelho era da estrada em uma coxilha onde passei parte da infância, mas isso não diz muito...
Ah, ia me esquecendo, como gosto de marcar as datas, o poema foi escrito em 04 de julho de 2004.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Uma noite
Quando tudo parece tão sólido,
O que desmancha no ar não são as cordas do teu violino.
São as cordas do sentir que atravessam as paredes vazias.
E onde está o silêncio?
Onde está a solidão,
Que presa à garganta desata os pesados nós da vivência?
O que desmancha no ar,
Não é o teu ser constante.
É um arremedo do meu ser confuso.
São as sólidas marcas do tempo que me fazem existir.
São as marcas do medo perdido,
E o desatino da compreensão.
Destas palavras,
Se fez o caos.
Do caos,
Se fez o sossego.
E a inquietude persiste nas insertivas do eu,
Sem definição,
Perdido nos momentos, movimentos em torno da vida,
Causa do meu desassossego.
Pela inquietude respondo aos gritos.
Passos incertos perseguem as poucas noites de total compreensão.
Mas isto é somente arremedo,
A noite já passou.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
El querer
Si me quieres,
Me buscarás,
Como el río busca el mar.
Si me quieres,
No me olvidarás,
Aunque lo quieras.
Si me quieres,
Soy tuya para que me ames,
Y no para que me possuas,
Si me quieres,
Tendrás que cuidar,
De no hacerme llorar.
Si me quieres,
Me acompaña,
Y asi yo también te acompañaré.
Si me quires,
No me dejes esperando,
Yo te quiero,
Pero aprendi a querer más a mi.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
El olvido
Que el tiempo se encargue de llevarte de mi ?
Que haces ainda en mi memoria?
Que se vayan las tardes de sol,
Las manhañas de mate y charla.
Si ya no te puedo olvidar, Que hacer?
Dejaré que el sucessivo nacer y morir de los días haga también morir tu amor.
Se ya no te puedo olvidar, que esteja tranquila,
Que haga sentido en el continuo desarrollar del tiempo.
Si ya no te puedo olvidar, que no me olvide de mi.
Que te vayas bien, Lejos estás, Y quedarás por el camiño.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
É tempo...
quarta-feira, 13 de junho de 2012
El alcool
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Das cinzas do tempo
Se faz do caos!
A cidade não compõe,
Nem mesmo músicas bêbadas.
A cidade se esconde,
Atrás dos olhos do menino.
A cidade se refaz,
Da lama e do vento!
Pelos cantos,
A cidade entoa cantos.
Pelos cantos e frestas se esconde a dor.
A cidade fere!
E desperta.
Em prantos enterra a dor,
E pede os panos,
Das caixas multicoloridas.
Sem data, provavelmente também em 2004.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Amor
Tua cor exala vida.
Tua constante confusão,
Esfacela toda possível lucidez.
Descontrole,
Disparate,
Amor insensível à dor,
Consola minhas madrugadas vazias.
Minhas palavras inacabadas,
Incompreendidas,
Se prendem ao nada.
Se toda essa insanidade é extrema?
Não sei.
De onde vens venta o sol.
E tua luz se esconde onde venta a solidão.
Pelotas, 2004.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Pálida dor
Tão cinza!
Sombras por todos os lados,
Silêncio vasto,
Vaga escuridão.
Sem poesia, nem encanto tudo é tão real.
Não há calor humano,
Nem lágrimas!
Não há sentimento algum no tempo,
Que agora sinto presente.
Não há direção contrária,
Nem os sentidos podem transpor.
Apenas existe a dor,
De um sentido ausente.
Sons de vida sem consciência,
Em um tempo de lástimas amargas, opacas.
Insensíveis nós,
Quase imperceptíveis causas.
Pelotas 15 de abril de 2001.
O grito
Procuro em silêncio a sombra da paz de algum dia distante.
Procuro nas linhas vagas do meu rosto um pouco de equilíbrio.
Busco fugir da imensidão dos segundos,
E das horas frias de um calor tórrido,
Do sol que queima escondido entre as nuvens de chuva,
Que não chove,
Mas pinga aos poucos dentro de mim as sensações de dor que procuro não sentir.
Às vezes quero explicar tudo!
Às vezes me despir diante da vida,
E gritar de braços abertos que não tenho medo!
Outras vezes,
Nâo quero mais chorar,
Nem descobrir o motivo da tristeza.
Hoje busco consciência,
Sempre busquei.
Vou gritar bem alto,
Mentir que tenho coragem!
Fingir que sou forte,
E que tenho razão.
Pelotas, fevereiro de 2001.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Drama moderno
É somente o cansaço de um coração aflito que clama por justiça e liberdade.
É o desatino de uma mente farta de lutar,
Com palavras vazias e repetidas inúmeras vezes,
Já ditas por outras tantas,
Em uma sociedade machista e hipócrita.
Sou apenas uma pessoa cansada de tantos discursos vazios,
Inclusive dos meus próprios.
Estou cansada de tanta solidão e falta de independência,
Para mim, para ti, e para a imensa maioria da humanidade.
sábado, 5 de novembro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
A loucura real
E fiz tudo que me deu vontade.
Gritei bem alto pra todo mundo ouvir muitas coisas que penso ser verdade.
Algumas das coisas que disse são irrealidade, delírios de uma mente insana que se cansou da sociedade.
Mas muitas delas, infelizmente, fazem parte da mais crua realidade.
É muito difícil existir nesse mundo.
Poucos respeitam as diferenças,
E muitos querem sempre ser melhor que os outros,
Não se dão conta que somos todos humanos e que a vida aqui na terra é muito curta.
Não se dão conta que as diferenças são construídas pela cultura.
Todos nascemos iguais,
O que nos torna diferentes uns dos outros é a vida em sociedade.
Isso ainda será editado, mas começou a ser escrito de 14 de outubro de 2011.
Imanência
Antes que seja tarde,
Mesmo à meia luz,
Te vejo plena.
Permanece constante,
Mesmo entre perdidos desalentos.
Sóbria e ébria,
Pode tendo vontade!
É querer constante.
Encarna solo e tempo,
Mesmo parecendo distante.
domingo, 11 de setembro de 2011
Humana
Ali,
Numa esquina qualquer,
Chorando de frio,
Embriagada de medo.
Era ela!
A alma humana diante da vida!
Conflitos não a torturavam [Não tinha consciência!?].
Só a dor!!!
A dor dos conflitos a atingia.
Alma de muitos pecados?
Não, aqui eles não existem.
Não desejava conquistas!
Tinha anseios,
Mas apenas a vida queria!
Força igual não havia,
Mesmo em lutas injustas diante do caos!
Futuro não há. Passado? Não!
Somos todos iguais.
Todos os que torturam e os que são torturados.
A paz é utopia.
Guerra não é solução para nós.
Somos todos iguais,
Mas ela chora,
E não é ficção!
É só um pesadelo.
Mas o sono é profundo.
Acordar? Impossível?
Amplamente necessário.
Cláudia Tomaschewski
Agosto de 2000 - setembro de 2011.
sábado, 10 de setembro de 2011
Ócio
Às vezes me esqueço que a leitura é ócio,
E que a escrita é tentativa de movimento!
E me esqueço de quase tudo!
E bem sei que este esquecimento
Não é a melhor das virtudes para alguém que pretende escrever sobre o passado.
E Que merda!
Ainda que esqueça de muito, me lembro do vazio que é a escrita.
-Vazio?
-Se o texto fala?
Pelo menos textos bem escritos são possíveis de ser lidos,
Mesmo que não exista realidade possível.
E não há realidade possível!
Sem data. Num dos tantos momentos em que estava travada para escrever em 2006.
Espelhos
E devo ficar pensando mais umas tantas horas sem sono!
Horas inúteis, porque vazias!
Remetem a tantos outros silêncios...
E vaga a lucidez em busca de palavras!
Reduz-se ao silêncio das horas inquietas onde perâmbula o não-ser,
Gira na realidade,
Retoma a frenética dança do tempo,
Baila no espaço,
Onde encontra novamente o vazio!
22 de outubro de 2004.



