Nesta manhã morna e cinzenta sinto apenas a dor da inocência perdida.
A consciência dos conflitos,
Tão evidentes,
Não torna evidente nenhuma solução.
O mundo da opinião é caótico,
Sinto-me deslocada,
Incoerênte,
Causa repulsa minha imobilidade.
O mundo dos objetos materiais vai e vem.
De repente uma brisa leve torna amena a angústia,
E o canto dos pássaros lembra que há vida
Fora da tresloucada existência humana.
Nesta manhã,
Em frente à uma auto-estrada,
Os automóveis vem e vão,
Num ir e vir infinito e sem rumo.
Com toda a irracionalidade do mundo exposta,
Não sei o que fazer,
Pra onde ir,
Como viver!
Mas seguirei adiante,
Não quero me isolar,
Vou ficar perto,
Mesmo estando tão distante.
Desterro, 30 de dezembro de 2011, em frente à SC 401. (Editado em 31 de dezembro)