sexta-feira, 23 de junho de 2023
Ressurgir
terça-feira, 6 de junho de 2023
Para ver o sol
domingo, 4 de junho de 2023
A paz da morte
domingo, 23 de abril de 2023
Cada dia
Cada dia é mais um dia,
Desses dias, muitos recomeços
No presente, volta e meia
No meio da estrada
Me pergunto sobre os caminhos que escolhi
Sobre as trilhas que percorri sem muita certeza
Gosto de estar aqui
Sinto mudanças em mim
Quero pintar todas as paredes riscadas
Com fragmentos de poesia
O passado não muda
Mas sempre é possível começar de novo
Já não vivo no mesmo lugar,
Quase nunca sinto solidão
E tenho o mar por perto
Um jardim que me dá enorme alegria
E umas horas longe do turbilhão dos pensamentos.
Tenho tempo (preciso desse tempo! Meu, só pra mim!) pra ouvir música
E escrever essas bobagens sem rima,
E assistir uns filmes
E cantar desafinada…
segunda-feira, 17 de abril de 2023
De uma terça-feira qualquer
Pequenas alegrias do cotidiano
Nos movem, embalam
Os sorrisos des estudantes
Me fazem rir também
Não, nada é muito grandioso pra mim no tempo presente
Mas a simplicidade traz sentido pra vida
Voltar a subir escadas com facilidade
Depois do joelho machucado por uns meses
Voltar a plantar
Cuidar do jardim
A leveza das amizades
Que traz tanta plenitude
Pra minha casmurrice de historiadora
Sim, o mundo das pessoas é caótico e complicado
Mas viver é bom
Há beleza também.
Sempre há possibilidade de deixar de lado o atropelo,
A aceleração.
E sim, precisamos de mudanças rápidas
Mas a cultura é lenta, está arraigada em nós.
Então, boa parte do caminho,
É também paciência.
sábado, 15 de abril de 2023
Tempo presente
Tempos vividos em passos lentos,
Ontem o pampa, hoje o mar
O campo, o mato, a areia da praia
Desde quando teve início o atropelo?
Sento pra respirar,
Respiro pra sentir a vida.
Minhas lágrimas já não são desespero,
São desabafo, suspiro
Inspiro profundamente
Tempos que se movem de forma inconstante
E quando a consciência retorna
Por onde terei andado?
O tempo flui por todos os caminhos onde andei
Hoje caminho devagar,
Não há pressa.
Existo nesse presente
Que consistente
Reúne todos os vestígios de mim.
quarta-feira, 5 de abril de 2023
quarta-feira, 29 de março de 2023
Enquanto a dor não passa.
quarta-feira, 8 de março de 2023
Quero a beleza e a força das mulheres velhas.
Quero poemas novos
Que cantem o amor ao humano
Em sua plenitude
O amor nos olhos serenos das mulheres velhas.
Quero enamorar-me das mulheres velhas.
Dessas que carregam o peso dos anos vividos
Em uma sociedade machista,
E ainda assim, trazem um olhar suave.
Quero a força e a coragem das mulheres velhas,
Das trabalhadoras, mulheres guerreiras.
Como minha vizinha recicladora,
Que sempre diz bom dia com um sorriso largo,
Mesmo empurrando ela mesma o carrinho em que cata os lixos das gentes que consomem e se esquecem das gentes.
Escrito em 18 de junho de 2018.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023
Sementes
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023
Odoiá la mar
Su inmensidad hace plenos los corazones.
Todas las mareas,
Talvez por eso, sea difícil compreender a las hijas de Yemanjá.
Son maternales, cuidadosas,
Pero cuando se les amenaza sus olas se vuelven ferozes y arrasadoras.
La mar, maravilla de muchos colores,
Cuando vayas a la playa,
no te olvides que la mar no es solamente costa.
La mar es profundidad también.
La mar és Yemanjá, madre de los Orixás,
Nuestra madre ancestral.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2022
Jardim
Não era febre, era só tristeza. Às vezes preciso ficar quieta, só esperando o tempo passar, tentando respirar. Talvez eu absorva demais as coisas do mundo. Às vezes, em delírio, sinto o mundo dos humanos inteiro voltado contra mim, mas talvez, eu apenas seja sensível demais. Às vezes é preciso saber o momento de parar e ficar mirando o horizonte. Talvez eu só precise desfazer um pouco dessa carga toda que carrego. A vida é curta demais pra passar quatro décadas dando murro em ponta de faca, batendo a cabeça contra a parede.
Quero passar um tempo só cuidando do jardim.
Escrito em 05 de outubro de 2021. Fotografia de 12 de novembro de 2022.
segunda-feira, 7 de novembro de 2022
Contratempo
domingo, 23 de outubro de 2022
quinta-feira, 6 de outubro de 2022
Vazio
Tanto descompasso
Canto acelerado
Perdido num turbilhão de vozes.
Da beleza pouco compreendida,
Da simplicidade da vida.
Caminho pela orla do mar,
Ainda tenho essa liberdade.
Ninguém cala meu grito,
Embora ele se expresse em silêncio.
Só o olhar diz da alma,
Do que ainda não posso expressar em palavras.
domingo, 14 de agosto de 2022
Perspectivas
sexta-feira, 1 de abril de 2022
Presente
Das coisas que estão por dizer, não sei muito.
Palavras que não faziam mais parte da minha memória me surpreenderam
Um outro “eu” que estava quase morto pela rotina dos dias de labuta se fez presente
No fim tudo vai ficar bem, é o que diz minha alma
Por todos os amores frustrados, por todos os desencontros, sinto que deve haver paciência
Sem mais sofrimentos pelo que não pôde ser
Sem mais expectativas por grandes realizações
A grande realização agora, na vida adulta, é a luta diária
É o respirar fundo pra realizar o melhor possível em cada dia.
A alegria dos simples momentos,
Das aulas que mesmo em situações caóticas vem cheias de alegrias pela vivacidade das juventudes das outras gentes
Já não me sinto tão jovem, e tudo bem
O tempo passa, vamos ficando mais velhas, com marcas do tempo e quietude também
É bom não sentir tanta ânsia
Os sentimentos já não são tão intensos, mas a leveza reconforta
Palavras mais simples, menos metáforas, mais compreensão.
Todas as vezes que amei foram verdadeiras, alguns amores duraram mais outros menos, mas todos foram da alma, nos tempos em que foram vividos.
Nada foi falso, nada foi em vão.
sexta-feira, 11 de março de 2022
Ao canto dos pássaros
Vejo as folhas verdes caindo
Nada semelhante à chuva de ouro
Que tornou mais ameno
Um fim de tarde afogado em cerveja.
Sessou a chuva de folhas verdes,
Mas a brisa continua amena.
Quisera eu
Que as pessoas fossem,
Tão simples como os pássaros.
Ao produzir cultura
Às vezes deitamos para o chão
Toda e qualquer forma de espontaneidade.
Quisera eu
Estar menos imersa no emaranhado desse mundo.
Pelo menos nestes momentos,
Em que ensaio estes arremedos de poesia,
Minha alma se eleva um pouco além
Da caótica existência humana.
24 de janeiro de 2012.













