Biblioteca Caótica
domingo, 7 de dezembro de 2025
para os momentos de desânimo
sábado, 17 de fevereiro de 2024
É tempo ainda
Desde o fim da tarde
Me pego a observar
O ar fresco
A vida que brota
A calma de um sábado
Num solo onde me sinto raiz
Cuidei da terra
E vejo crescer as árvores que plantei
Vejo as cores das flores
Os tons de verde
Posso ouvir o canto dos pássaros
Que cada vez mais
Vêm me visitar
Os tempos são difíceis
Mas como dizia Brecht
Também há de se cantar os tempos de escuridão
Mas esses tempos são mais de claridade
Luzes elétricas e excesso de calor
A claridade que hipnotiza
Seduz pelo consumo
E destrói a mãe natureza.
segunda-feira, 6 de novembro de 2023
Andanças
Tanto escrevi sobre o tempo
Sem, no entanto, senti-lo passar
Agora olho o passado
Com certo estranhamento
Querendo encontrar vestígios de mim
Quando vejo num filme antigo uma frase de T.S. Eliot
Que li há décadas porque ouvi a referência numa música do Bob Dylan
Pergunto à mim mesma
Que restou daquele 'eu' perdido nas bibliotecas?
Que tinha mais sonhos
E mais melancolia?
O quanto os dias de sol
As andanças na areia quente
As trilhas na floresta
Os pés na grama verde
Afastaram as sombras da morte que caminhavam comigo?
sábado, 4 de novembro de 2023
Não quero ver imagens da guerra
Não quero ver as imagens da guerra
Nem por isso ela deixa de existir
Não quero ver, mas sinto que preciso saber o que se passa
E vejo mensagens
Ouço relatos, notícias
Universidades destruídas
Corpos apodrecendo ao relento
Crianças pagando com a vida
O mar estava agitado
O dia calmo
Mas bombas explodem longe daqui
E milhares de corpos inocentes pagam pela intransigência do poder
Aqui também acontece a guerra
Um líder indígena é morto por lutar por sua terra
Jovens são mortos todos os dias
A gente se acostuma,
Mas não devia
É preciso parar a guerra
domingo, 29 de outubro de 2023
O sol
O sol brilhou com força neste domingo, mas parece que em breve a chuva vai voltar. Tem dado pra sentir na pele a questão das mudanças no clima. Será que ainda temos ponto de retorno? Destruição, guerras de milícias por aqui, um guerra terrível contra o povo Palestino, que não é o Hamas. Me vejo longe do cenário do caos, tento não ver muitas imagens, me informo, mas não assisto demais, pra não me deixar afetar. Precisamos estar vivas e fortes se quisermos seguir.
sábado, 14 de outubro de 2023
quarta-feira, 4 de outubro de 2023
Durezas
quinta-feira, 17 de agosto de 2023
Paz
quarta-feira, 9 de agosto de 2023
Memory
I bring you in my heart, father
I'm so grateful
For the life
Music
For the wildness
Force
And the calm that I can see in your eyes
I'm grateful for my sister
And for your sister, too
Poema escrito em 2022, fotografia sem data com inscrição "Antônio - Cláudio - Teobaldo". Agradeço imensamente à Sofia Aseff pela revisão do texto.
domingo, 23 de julho de 2023
Mergulho
Desaguo desse mar de desencanto
Retiro meus andrajos
Visto roupa limpa
Aromo a casa com cravo
As distâncias não são medidas exatas
Vem e vão no tempo
Que não é linear como se crê
Emerjo das águas profundas com nova vida
Embora com mais sinais na face
Essa mesma que traz cicatrizes antigas
De tempos que tinham luz diferente
Retorno desse mergulho d’alma
E não estou confusa
Nem desatenta
Trago novo entendimento
Da crueza da vida
Dos descompassos humanos
Das dificuldades do amor.
Escrito em 21 de julho de 2023.
Fotografia de 01 de agosto 2023.
terça-feira, 11 de julho de 2023
Sempre em frente
Não temo mais pelo descompasso
Nem acho encanto no atropelo
A magia não está no efêmero
Nem tampouco na permanência
Seguem dentro de mim as memórias do vivido
E a plenitude de dias que talvez não sejam reais
E quando olho pro presente, todos esses restos, fragmentos, fazem parte
Não sou a mesma menina que já tinha umas cicatrizes
Tenho outras,
Algumas físicas
Outras espirituais,
Emocionais
Sei de quase todos os meus erros
E não me arrependo
Fazem parte
E sempre existirão
Não tenho a pretensão de ser perfeita
Sou humana e faço o que posso
É, ainda reclamo demais e sou preguiçosa.
Poema escrito em 11 de julho, fotografia de do dia 1o do mesmo mês de 2023.
terça-feira, 4 de julho de 2023
She
she sleeps in the sand
in a perfect blue sky
she feels the moon
every day
she cry a few days
but she smiles many others
she is human
and want to be loved
she listens to summertime
and she walks on the street
she is free
and happy because she owns herself
Poema escrito em 04/07/2023. Foto do sol nascente do primeiro dia do ano por Érica Polo.
Gracias à Sofia Assef pela correção.
sexta-feira, 23 de junho de 2023
Ressurgir
terça-feira, 6 de junho de 2023
Para ver o sol
domingo, 4 de junho de 2023
A paz da morte
domingo, 23 de abril de 2023
Cada dia
Cada dia é mais um dia,
Desses dias, muitos recomeços
No presente, volta e meia
No meio da estrada
Me pergunto sobre os caminhos que escolhi
Sobre as trilhas que percorri sem muita certeza
Gosto de estar aqui
Sinto mudanças em mim
Quero pintar todas as paredes riscadas
Com fragmentos de poesia
O passado não muda
Mas sempre é possível começar de novo
Já não vivo no mesmo lugar,
Quase nunca sinto solidão
E tenho o mar por perto
Um jardim que me dá enorme alegria
E umas horas longe do turbilhão dos pensamentos.
Tenho tempo (preciso desse tempo! Meu, só pra mim!) pra ouvir música
E escrever essas bobagens sem rima,
E assistir uns filmes
E cantar desafinada…
segunda-feira, 17 de abril de 2023
De uma terça-feira qualquer
Pequenas alegrias do cotidiano
Nos movem, embalam
Os sorrisos des estudantes
Me fazem rir também
Não, nada é muito grandioso pra mim no tempo presente
Mas a simplicidade traz sentido pra vida
Voltar a subir escadas com facilidade
Depois do joelho machucado por uns meses
Voltar a plantar
Cuidar do jardim
A leveza das amizades
Que traz tanta plenitude
Pra minha casmurrice de historiadora
Sim, o mundo das pessoas é caótico e complicado
Mas viver é bom
Há beleza também.
Sempre há possibilidade de deixar de lado o atropelo,
A aceleração.
E sim, precisamos de mudanças rápidas
Mas a cultura é lenta, está arraigada em nós.
Então, boa parte do caminho,
É também paciência.
sábado, 15 de abril de 2023
Tempo presente
Tempos vividos em passos lentos,
Ontem o pampa, hoje o mar
O campo, o mato, a areia da praia
Desde quando teve início o atropelo?
Sento pra respirar,
Respiro pra sentir a vida.
Minhas lágrimas já não são desespero,
São desabafo, suspiro
Inspiro profundamente
Tempos que se movem de forma inconstante
E quando a consciência retorna
Por onde terei andado?
O tempo flui por todos os caminhos onde andei
Hoje caminho devagar,
Não há pressa.
Existo nesse presente
Que consistente
Reúne todos os vestígios de mim.
quarta-feira, 5 de abril de 2023
quarta-feira, 29 de março de 2023
Enquanto a dor não passa.
















