E tudo o que sou,
Ou penso que sou,
Se dissolve no ar.
Há dias tão imprecisos,
Inconstantes,
Lentos,
Ou rápidos demais.
A oscilação das minhas próprias decisões me atordoa.
A constante metamorfose em que vivo me deixa tonta às vezes.
Como ter certeza de algo?
Como escolher um caminho a seguir em uma sociedade tão insana quanto a nossa?
Como manter o equilíbrio diante de tanta insensatez?
Mas a vida segue,
E se a metamorfose é permanente,
Também o aprendizado é constante.
Na minha casa, Porto Alegre, dezembro de 2011.
PS: Em momentos de dor intensa ou desespero devemos sempre lembrar que esses estados são passageiros.
