domingo, 9 de agosto de 2020

Estados da alma


Ainda há dias em que a vontade de desaparecer persiste,
E tudo o que sou,
Ou penso que sou,
Se dissolve no ar.

Há dias tão imprecisos,
Inconstantes,
Lentos,
Ou rápidos demais.

A oscilação das minhas próprias decisões me atordoa.
A constante metamorfose em que vivo me deixa tonta às vezes.

Como ter certeza de algo?
Como escolher um caminho a seguir em uma sociedade tão insana quanto a nossa?
Como manter o equilíbrio diante de tanta insensatez?

Mas a vida segue,
E se a metamorfose é permanente,
Também o aprendizado é constante.

Na minha casa, Porto Alegre, dezembro de 2011.

PS: Em momentos de dor intensa ou desespero devemos sempre lembrar que esses estados são passageiros.