sábado, 14 de fevereiro de 2026

Indivíduo

Não quero mais ser sozinha.
Esse mundo é muito individualista (e bem sei que sou também),
É muito difícil existir.

Não quero ser chefe de nada,
Nem autoridade instituída.

Por que tenho que ser sempre autônoma,
Se isso é apenas a ilusão do mercado capitalista?

Não quero ser arrogante,
Característica muito necessária para os que querem "se dar bem".

Cansei do fardo que carrego!
Todos esses estudando, para quê?
Para descobrir que esta sociedade continua (e possivelmente continuará)
Muito desumana?
E que a história é um processo que só mostra a crescente individualização do ser humano que mata e destrói para se afirmar um semi-deus tirânico?


Porto Alegre, 22 de novembro de 2011.

Distante

Nesta manhã morna e cinzenta sinto apenas a dor da inocência perdida.
A consciência dos conflitos,
Tão evidentes,
Não torna evidente nenhuma solução.

O mundo da opinião é caótico,
Sinto-me deslocada,
Incoerênte,
Causa repulsa minha imobilidade.

O mundo dos objetos materiais vai e vem.
De repente uma brisa leve torna amena a angústia,
E o canto dos pássaros lembra que há vida
Fora da tresloucada existência humana.

Nesta manhã,
Em frente à uma auto-estrada,
Os automóveis vem e vão,
Num ir e vir infinito e sem rumo.

Com toda a irracionalidade do mundo exposta,
Não sei o que fazer,
Pra onde ir,
Como viver!

Mas seguirei adiante,
Não quero me isolar,
Vou ficar perto,
Mesmo estando tão distante.

Desterro, 30 de dezembro de 2011, em frente à SC 401. (Editado em 31 de dezembro)

Humana II

Sou humana,
Carne e espírito!

Porto Alegre, 2o semestre de 2011.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Sem mais





Sem mais solidão à dois,

Por uma vida plena de sentido, e ar, 

e força.

E luta pra construir,

Replantar

Renascer

Luas cheias de verão

E plenilúnios de inverno

Atenção nos detalhes

Cuidado 

Compreensão

Força integral do ser

Não mais entardecer

Sem amor...